Enquanto o medico explicava o diagnostico senti minha garganta fechar, sabe o famoso nó na garganta? Engoli, doeu, dei um pigarro, não melhorou. O doutor brincou, eu ri, meus olhos se encheram de lagrimas, minha garganta fechou mais um pouco, eu sorri e balancei a cabeça. Ele colocou as mãos na mesa. “Alguma duvida?” Balancei a cabeça negativamente. “O tratamento é longo, mas vai dar tudo certo. Hoje temos mais de 95% de recuperados.” Ele tinha o sotaque forte, quase não dava para entender o que ele falava. Chacoalhei a cabeça sorrindo, suspirei e levantei. Até mais, apertos de mãos, tapinhas nas costas. Sai. Rápido. Chorei. Sentei no chão, chorei mais. Não tinha ninguém comigo, eu tinha crescido.
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