Arthur quer ser da Helisa


Talvez de certo, não?

Alguns meses depois.
Ela se aproximou, e por um momento me senti em um daqueles filmes que tem o nerd e a menina mais linda da escola e quando ela aparece; a cena fica em câmera lenta. Senti uma sutil falta de ar. Suas bochechas estavam avermelhadas, e suas mãos acariciavam ferozmente a aliança que o outro havia lhe dado. Um nó na boca do estomago, um inicio de ânsia. Não deu tempo de fazer muita coisa, ela fechou os olhos por alguns instantes, e envolveu meu pescoço com os braços finos e brancos, seu corpo estava surpreendente quente, ela forçou lábios macios contra os meus; como de costume não resisti, e a beijei. Ela esticou os braços e fez algum movimento com as mãos, que por alguns instantes eu não soube decifrar, mas logo em seguida ouvi o tinir da sua aliança caindo no chão. Ouvi uma afoita ovação dos alunos que transitavam pelos corredores, alguns “Até que enfim.”, outros “Deixa o namorado dela saber.”, mas nada importava naquele momento. Paramos de nos beijar e ela me olhou com ar de constrangida, esticou o corpo para alcançar minhas orelhas e mordeu de leve, senti um arrepio “Confesso que não esqueço aquela noite chuvosa.” Sorri, mas não consegui falar nada. “Arthur, quer namorar comigo?” O momento mais feliz do dia, acho que foi o dia mais feliz da vida.
Por: Quézia Regina da Silva

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