Arthur que ser da Helisa.

Ela me ligou, e soluçou suas dores, eu sussurrei que queria vê-la, e ela veio. Usava blusa listrada e saia azul, toda francesinha, com a correntinha de ouro no pescoço, e cabelo preso em um rabo de cavalo, a sapatilha não combinava com a roupa, mas fazia par perfeito com suas pernas alvas. Ela sorriu, mas aquele sorriso não era pra mim, era para o mundo o meu era menos amarelo. Senti o vento bater forte em minha nuca, e vi-a espremer os grandes olhos castanhos, fazendo a careta mais linda do mundo. Não resisti. Corri e a abracei, e senti minha camisa molhar com suas lagrimas, apertei-a com força. “Sinto muito.” Sussurrei. “Não sinta.” Ela gemeu abafado, e se encolheu mais nos meus braços.
Por: Quézia Regina da Silva

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