Uma noite perfeita
Já haviam se passado duas semanas, e nem sinal de Helisa. Algumas trocas de olhares nos corredores da escola, mas nem um “oi” ou um descontente “tchau”, estava começando a sentir uma leve pontada de raiva dela, mas aquele sorriso largo sempre me impedia de sentir algo além disso. Já passava das 23 horas e o tempo lá fora não ajudava, a chuva caia forte, e em plena noite de sábado. Ouvi algo bater no vidro da porta, seguido por um grito sussurrado “Arthur?” era o tom inconfundível de Helisa. Houve um tempo de silencio, e ela prosseguiu “Eu sei que você está aí, e está chovendo.” Fui em direção à porta que dava para a sacada, e a abri, olhei seu rosto angelical sem expressar o tremendo contentamento que sentia, ela fez um biquinho. Estava ensopada, e a roupa marcava com perfeição suas curvas, não consegui pensar em nada além de Helisa deitada na minha cama. “Está chovendo.” Ela me lembrou, joguei a chave da porta em sua direção e entrei, em pouco tempo ela adentrou ao meu quarto “Está sozinho?” assenti com a cabeça, ela sentou na beira da cama, e passou a ponta dos dedos no rosto, era um começo de choro? “Posso dormir aqui? Estou cansada de ficar sozinha.” Me olhou com os olhos cheios de lágrimas, impossível dizer não. {Continua}
Por: Quézia Regina da Silva
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