Eu tinha 18 e ela 26. Ela tinha cabelos encaracolados, cor de rubi, enormes olhos verdes e uma carnuda boca vermelha, tinha seios fartos, e nenhuma vergonha de mostrar as coxas grossas. Seu nome era Veronica, eu a conheci em um bar, claro que chamou a atenção de todos, mas o principal é que, mesmo sem motivo aparente, eu chamei a atenção dela.
Como eu a amei, não simplesmente a amei, amei tudo nela, desde seus olhos verdes que nada transmitiam a seus cabelos cor de rubi, desde sua boca vermelha a suas coxas grossas, que se fixavam envolta de minha cintura sem nenhum acanhamento. Ela se entregava de um jeito ardente, desinibido, gostoso, diferente das garotas da minha idade, ela era uma mulher.
Ela sempre fumava dois cigarros quando nos víamos, um enquanto alisava meu cabelo dizendo o quanto eu era novo pra ela, e outro depois que terminávamos um sexo maravilhoso, enquanto eu olhava seu escultural corpo nu. Eu era jovem acreditava que ela era a mulher da minha vida, e eu era o homem da dela... Ela realmente era a mulher da minha vida, foi na segunda parte que eu me equivoquei.
Vivemos alguns meses assim, então ela desapareceu por alguns dias, sem ligações, sem mensagens, sem aparições inesperadas, sem noticia alguma, assim, sumiu. Senti a falta dela todos os dias. Eu a reencontrei, ela estava indiferente, não queria meus beijos, meu toque, não me queria. Descobriu que eu era menino e que ela era mulher. Planejou seus planos e não me incluiu neles. Apenas se foi.
Eu? Segui minha vida, soube que ela seguiu a dela. Casei-me e ela também. Tive meus filhos e ela os dela. Pensei nela todos os dias de minha vida, ela foi feliz. Feliz com outro.
Por: Quézia Regina da Silva
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