Paz, paz é o que eu preciso, ou pelo menos o que eu acho que preciso, mas é um tipo especifico de paz, a paz de espírito, a paz que consome sua mente, e emana de seus poros, uma paz que não seja forçada, e que seja claramente vista no seu modo de sorrir, e no jeito de olhar, uma paz que vem naturalmente, como quando seu cabelo voa pelo ar, seus olhos se fecham lentamente, e seus lábios se destorcem em um sorriso no exato momento em que o vento sopra suavemente seu rosto, antes de uma tempestade. Uma paz que perdi, no momento em que olhei em seus olhos, e percebi a perfeição de seu sorriso, uma paz que me escapou pela boca quando nos tornamos amigos, uma paz que fugiu de mim, quando percebi que havia me apaixonado, e que dessa vez talvez fosse de verdade, uma paz que se parte em milhões de pedaços, toda vez que reflito sobre o fato de que não é em mim que pensa em todos os instantes do seu dia. Uma paz que zomba de mim todos os dias, dizendo verdades que não quero e não preciso ouvir, uma paz que me machuca me mostrando o quão feliz eu deveria ser, uma paz que me derruba me expondo o nada que sou. Definitivamente, uma paz ao qual eu necessito, mas uma paz que não me quer.
Por: Quézia Regina da Silva.

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