Eu que falei: "nem pensar"... agora eu me arrependo roendo as unhas, frágeis testemunhas de um crime sem perdão... Mas eu que falei sem pensar, coração na mão como o refrão de bolero eu fui sincero como não se pode ser... E um erro assim, tão vulgar nos persegue a noite inteira e quando acaba a bebedeira, ele consegue nos achar num bar com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embriagada no espelho do banheiro. Teus lábios são labirintos que atraem os meus instintos mais sacanas, o teu olhar sempre distante sempre me engana, eu entro sempre na tua dança de cigana. E o teu olhar sempre me engana, é o fim do mundo todo dia da semana.
Engenheiros do Hawaii

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